Raízes emocionais da compulsão alimentar

Até meados dos século XIX, a maioria dos indivíduos obesos eram vistos como pessoas que apenas não estavam dando conta de manter uma alimentação saudável. Assim, a obesidade que acometia essas pessoas não passava por um diagnóstico mais amplo de modo a entender as verdadeiras raízes do problema. Após a década de 50, entretanto, percebeu-se que muitos desses indivíduos carregavam consigo quadros significativos de outras enfermidades, como transtorno depressivo maior – depressão – transtorno de ansiedade ou transtornos de humor. Com isso, mais adiante no tempo, atribuiu-se a essa condição o nome de transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP). Esse transtorno alimentar é basicamente caracterizado pela ingestão de uma imensa quantidade de alimentos em um curto período de tempo, geralmente, de duas horas.

Os episódios descritos acima e que caracterizam a compulsão alimentar devem acontecer pelo menos duas vezes por semana, pelo período de seis meses. O comportamento pode acontecer mesmo sem o paciente apresentar um ganho de peso significativo. Muitos destes, ao sentirem-se mal pela ingestão exagerada de calorias, induz o próprio vômito de modo a expelir o que foi consumido.

Os fatores emocionais que levam alguém a desenvolver qualquer tipo de transtorno alimentar são diversos, entretanto, é o sentimento de culpa que cria a dinâmica cíclica do problema. Alguns pacientes chegam a passar dias de jejum até voltarem a ingerir altas quantidades de alimentos.

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